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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Em defesa do espírito crítico

Quero fazer a defesa do jornalista. O génio do jornalista é humilde porque tem um enorme espírito crítico e tem, além disso, uma enorme pretensão. Digamos que pretende dar às pessoas coordenadas de que elas precisam para serem livres e se autogovernarem. E esta é a fonte da sua humildade. O jornalista critica-se a si mesmo e critica os factos. E os outros. Tem a consciência livre, isto é, despida de toda e qualquer vaidade. A falta de liberdade de expressão não é problema que resolva sozinho, mas luta com energia para ganhar e manter a liberdade de espírito. A sua finalidade é contar a verdade de que as pessoas precisam, e lhes cabe em justiça. Ao contrário do soberbo, que vê todos os acontecimentos numa perspectiva exclusivamente subjectiva, o jornalista maravilha-se com a imensidade de um facto. O medo e a inércia não são paixões que o dominem, mas é atacado por eles. Quando tem crises de convicção é o seu trabalho que entra em crise. E por arrasto entra em crise a cultura. Quando foi comprado pelo negócio do entretenimento e da comunicação classificaram o seu trabalho no ramo das Actividades Subsidiárias dos Grandes Grupos Empresariais. Aí o espírito crítico agradeceu habitar o génio do jornalista.


 

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