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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Está armado um 31...

 

 

 

 

No entanto, não deixa de ser verdade que há maior ligação à Galiza que ao sul do país, abaixo do Mondego, pelo menos do ponto de vista cultural, organizacional e paisagístico.
E partilhamos o problema da centralização das capitais no que toca a recursos, entidades e obras - a critica do 31 da Armada assim o comprova, comparando quantidade (7 pontes contra 2) quando o dinheiro de uma delas chegava e sobrava para fazer as 7 que tem o Porto... (Nuno Leal em comentário a este post)

 

Eu bem disse, valha-nos Deus e ele valeu-nos. Para responder a um post de Deus começo, respeitosamente, pela devida vénia - por o considerar Primus inter pares. Deus afirma-se um imperialista e quem sou eu para o negar. O seu imperialismo leva-o a considerar os galegos como portugueses do Norte. Não são. Olhando para a história é mais ao contrário, por muito que nos custe. A mim nem me custa assim tanto. A nossa língua é de origem galaico-duriense:

 

Será benéfico proporcionar alguns conhecimentos sobre a origem histórica do português em que este não surja perante os alunos como uma descendência (decadência, simplificação) directa do latim vulgar mas como uma evolução dos dialectos galegos do Sul, o chamado galaico-duriense. Não só se realçaria assim o papel do galego como lingua madre do português, que em tempos foi um seu dialecto das localidades do Vale do Douro.

 

 

E a nossa cultura originária está umbilicalmente ligado à Galiza. Deus, como verdadeiro imperialista, considera o centralismo uma ideia sublinhada por meia dúzia de "nortistas atormentados" que se julgam perseguidos por uma entidade fantasma. Eu percebo Deus. E sei qual a solução para o problema. Aliás, não existe uma solução, existem duas. A primeira é simples, vou propor-lhe uma troca: ele passa a residir e trabalhar no Norte por um ano (chegam 365/6 dias) e eu rumo até à capital do império por idêntico período. Aposto, forte e feio, que passado um ano, ele muda de ideias, assim como mudou o António Pires de Lima que era totalmente contra a regionalização e um ano depois de liderar a UNICER mudou de ideias. A segunda solução é um pouco mais complexa. Permitam a regionalização e os nortistas atormentados calam-se. Se a coisa não funcionar ou der para o torto, juro que serei o primeiro a vir para a rua defender o centralismo. Palavra de nortista!

 

 

Quanto às pontes, meu caro Deus, faço minhas as palavras do Nuno Leal. Apenas discordando num ponto: dava para sete se não contar a parceria público-privado pois pelo andar da carruagem, já estamos nas 14...

 

 

Quanto a Deus, amanhã resolvo o problema ao jantar. Eu vou de espada. E tu?

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