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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Falta uma Europa actuante

A questão mais importante da semana foi a do inesperado corte de quatro pontos da notação da dívida pública portuguesa pela Moody’s. Investir em títulos da dívida portuguesa passou a ser, “oficialmente”, um acto de (ainda mais) elevado risco, uma vez que a Moody’s considerou como bastante provável a participação de agentes privados num reescalonamento futuro da dívida. A agência considera que no final de 2012 Portugal não estará em condições de voltar a emitir dívida em mercado, como decorre do programa de ajuda assinado com os credores representados pela troika FMI-BCE-CE.

 

Independentemente de ter sido absolutamente inoportuno, de se poder questionar o contraponto entre o zelo actual destas agências e a atitude abúlica do passado, o seu aparente preconceito face ao euro e à Europa continental por oposição à brandura com que tratam os emitentes soberanos anglo-saxónicos dos dois lados do Atlântico, o facto é que o que a Moody’s veio dizer é inconveniente mas defensável.  Mais, veio penalizar Portugal por, essencialmente, duas razões, ambas verdadeiras: o governo de Sócrates deixou a economia portuguesa e as suas finanças públicas numa situação insustentável e a solução europeia para as dívidas soberanas dos países periféricos é parcial, insuficiente e implicará necessariamente novas medidas.

 

Jean-Claude Trichet reagiu bem esta quinta-feira. Mas a Europa, mais uma vez, reagiu tarde e apenas para limitar danos.

 

amanhã no CM

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