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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Ai! as Privatizações, as Privatizações... As Malditas Privatizações

Sejam de esquerda, sejam de direita os governos adoram privatizar precisamente aqueles negócios em relação aos quais até os dirliberais mais liberais e mais à direita têm dúvidas quanto à benevolência de tais privatizações.

 

Quando é de esperar que um mercado livre e sem barreiras à entrada de novos operadores acabe por gerar concorrência entre empresas, a opção correcta é primeiro liberalizar as regras do mercado, segundo liberalizar a entrada no mercado e terceiro privatizar o que ainda pertencer ao Estado.

 

Quando as tecnologias de produção, articuladas com a dimensão da procura e o tipo de bem em questão são tais que não é de prever que um mercado, por mais liberalizado que seja, consiga gerar concorrência então a solução é diferente: liberaliza-se o acesso ao mercado e espera-se para ver se surgem novos operadores. Se surgirem, espera-se para ver se há efeitos benéficos da concorrência (mais qualidade, maior diversidade, maior extensão geográfica da prestação de serviços e preços mais baixos) e se as novas empresas sobrevivem. Se se registar concorrência e sobrevivência das novas empresas, então sim: privatização. Se tal não se registar, então, em princípio é de desaconselhar a privatização.

 

Privatizar a RTP: é claro que sim. Mas, mais importante do que privatizá-la, é abrir o mercado ao maior número possível de televisões.

 

Privatizar a Galp?? Oh por favor! Privatizar um monopólio no mercado a montante que, ainda por cima, é proprietário da empresa quase monopolista a juzante? Que raio de economia vem a ser essa?!

 

Privatizar a EDP?? Mas será que eu, enquanto cliente da EDP, se não estiver satisfeito com o preço e a qualidade do serviço prestado, posso optar por uma outra empresa de electricidade? Alguém é capaz de me dizer que outras e quantas empresas de electricidade já existem e que são alternativas à EDP, por exemplo, em Lisboa? Há por aí algum economista que seja capaz de me afiançar que no futuro existirão mais do que uma (1 no feminino) empresa de electricidade em Lisboa e que será fácil para um cliente mudar de prestador?

 

Pois.

 

Caro Dr. Pedro Passos Coelhos, doutores Ministros e respectivos Secretários de Estado: liberalizar é mais importante do que privatizar! E liberalização deve anteceder privatização.

 

 

 

Mais liberalizações e privatizações aqui e aqui.

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