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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Querem uma economia privada, mas odeiam uma economia de mercado

 

Como diria Almada Negreiros, neste desgraçado país, onde ninguém a ninguém admira e todos a determinados idolatram, há momentos onde se geram pulsões onde Portugal é substituído por modas que passam de moda. Enquanto os cortesãos brincam à batalha naval, procurando detectar periscópios em pleno deserto, há felizmente navios que já têm asas e esvoaçam no horizonte de onde vem o sol. O azul é a síntese do universo.

 

Reflexionou sisudamente, e fez escola. Seguiram-se-lhe discípulos convictíssimos, que ainda agora pugnam por todos os governos, e por amor da ordem que está no poder executivo (Camilo Castelo Branco, no romance A Queda de um Anjo, de 1866)

 

Disse que escolhia o seu humilde posto nas fileiras dos governamentais, porque é figadal inimigo da desordem, e convencido estava de que a ordem só podia mantê-la o poder executivo, e não só mantê-la, senão defendê-la para consolidar as posições, obtidas contra os cobiçosos delas Ele que é santo homem lá das serras, o anjo do fragmento paradisíaco do Portugal velho caiu. Caiu o anjo, e ficou simplesmente o homem, homem como quase todos os outros, e com mais algumas vantagens que o comum dos homens (idem).

 

É por isso que sou cada vez mais liberal nos princípios, nos métodos e nos fins. Nunca gostei do liberalismo a retalho dos que mal estão no poder metem a ideologia na gaveta. São iguais a muitos socialistas, a muitos sociais-democratas, a muitos democratas-cristãos, a outros tantos liberais, nacionalistas ou comunistas.

 

Adoro ver os grupos de pressão com o periscópio de fora. É o melhor dos sintomas da transparência. Em russo diz-se "glasnot". E que que nunca significou "prestroika". Porque a mudança implica risco. E às vezes até faz cair o muro dos impérios. Mas só quando o povo efectivamente manda.

 

Querem uma economia privada, mas odeiam uma economia de mercado. Porque quem parte e reparte, ou é burro ou não percebe da arte, nesta nossa política lusitana onde dominam os conservadores do que está, em música celestial para os adoradores das vacas sagradas.

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