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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Caro indeciso, há uma decisão que ainda está nas suas mãos.

Estamos no último dia de campanha eleitoral. A grande maioria dos portugueses já decidiu em quem vai votar no próximo Domingo, e a sua decisão dá uma vantagem clara ao PSD. É essa, pelo menos, a indicação de todas as sondagens disponíveis - e a experiência de eleições passadas tem demonstrado que elas costumam acertar.

 

Claro que ainda há indecisos - algumas pessoas que não sabem ainda em quem vão votar, e muitas mais que não sabem sequer se vão votar de todo. Se o caro leitor é um deles, gostaria de lhe dizer o seguinte: meu amigo, escolher o próximo primeiro-ministro de Portugal já não está nas suas mãos. Para isso já vem tarde. Mas ainda há uma decisão que está nas suas mãos, que é saber se o próximo governo será um governo forte ou não. Isso, caro leitor, ainda está por decidir.

 

Se já decidiu em quem votar, não sou eu hoje quem o convencerá a mudar de ideias, sei-o bem. Mas se ainda não decidiu, se está mesmo a pensar ficar por casa ou ir à praia no Domingo, gostaria que parasse um minuto para pensar no seguinte: será a mesma coisa para Portugal ter um governo forte ou um governo fraco? Mesmo que o leitor acredite que não há grande diferença entre os partidos - concordemos em discordar sobre este ponto - não deixará de reconhecer que um governo forte, coerente e coeso terá mais capacidade para enfrentar os desafios do momento presente que um governo que não o seja.

 

Ora em Democracia, a força de um governo deriva do voto. Claro que há outros factores que podem reforçar um governo: a competência, o carisma, a boa imprensa. Mas sem a força inicial do voto, não há governo que se afirme. E esse voto, caro leitor, é seu. Repito: se já decidiu a quem o dar, estamos conversados. Mas se ainda não decidiu, se pondera até de todo não o dar, peço-lhe que reflicta melhor. Haverá melhor uso para uns minutos do seu tempo no Domingo do que dar força ao próximo governo para que ele possa fazer aquilo que é necessário? Haverá melhor voto do que aquele que garante que o próximo primeiro-ministro não terá qualquer desculpa para não cumprir aquilo com que se comprometeu?

 

O que lhe estou a propôr, caro leitor, não é que dê a vitória a Pedro Passos Coelho e ao PSD. Essa vitória já está assegurada pelos milhões que já decidiram em quem iriam votar. O que lhe estou a propôr é que dê a essa vitória a dimensão suplementar de que Portugal precisa para acordar na 2ª-feira sabendo a quem deverá pedir contas por aquilo que de bom ou de mau se passar nos próximos quatro anos. É isso que ainda está em jogo, caro leitor, e é isso que lhe cabe decidir. Vamos ter um governo forte ou fraco? A escolha é sua.

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