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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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O défice de 2011

Vale a pena ler na íntegra o artigo de Joaquim Miranda Sarmento no Económico de hoje para perceber o esforço que nos espera só para cumprir as metas orçamentais deste ano. Apesar de tudo estar a correr pelo melhor no melhor dos mundos possíveis. Uma súmula aqui:

 

O défice de 2010 foi afectado por um conjunto de medidas/decisões que são extraordinárias no sentido que só ocorreram nesse ano (...) Expurgando estes efeitos, temos [em 2010] um défice de 8,4%, bem longe dos 7,3% de objectivo do Governo e ainda mais distante dos apregoados 6,8%. (...) Tendo 8,4% como ponto de partida, temos de somar 0,6 p.p. do PIB de aumento dos juros da dívida pública entre 2010 e 2011, assim como temos de somar 0,8 p.p. do PIB por via da revisão do cenário macroeconómico (tal como as entidades nacionais e internacionais já tinham previsto ainda antes da entrega do Orçamento para 2011).

 

Por outro lado, a estes 9,8 p.p. tem de ser retirados as medidas que terão um impacto positivo no défice: 0,6 p.p do aumento de impostos do chamado PEC2 de Junho de 2010, 0,8 p.p. do aumento de impostos em 2011, 0,6 p.p. do corte de salários na função pública, e no máximo mais 1 p.p. do PIB em diversos cortes (PIDDAC, segurança social, transferências). (...) Posto isto, em quanto estará o défice neste momento? O valor deve andar por volta dos 7%. (...)

 

Assim, ou há um esforço adicional de controlo da despesa, e rezamos todos para que não haja mais surpresas ou alargamentos de perímetro de consolidação, ou o objectivo a que este Governo se comprometeu com a ‘troika' pode estar seriamente ameaçado!

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