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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Democracia Verdadeira = Populismo do Pior (1/3)

Este é um tempo de manifestos e mais manifestos. Quanto pior é a realidade e quanto mais difícil é aceitá-la, mais manifestos são escritos. As mudanças de que Portugal necessita não são agradáveis. Para quem se mantém no estado de negação da realidade, palavras, manifestos e cantiguinhas sabem melhor do que as acções determinadas (aqui).

 

Há cerca de dois meses atrás, a propósito de uma desculpa esfarrapada da parte de Sócrates, Vasco Pulido Valente explicou e bem a importância dos aspectos formais da democracia:

 

A democracia é “forma”. Só as ditaduras se justificam pelo “conteúdo”. (...) A democracia (...) exige que se respeite a “forma”, que em última análise legitima qualquer decisão política. (...) Mas, se por acaso se puser em dúvida a “forma” do regime, não há maneira de fundar o menor acto de Governo, excepto no “conteúdo” que um ditador, inevitavelmente sustentado pela força, à altura lhe resolver dar. [Bold meu, texto completo aqui].

 

Julgo que nos tempos mais próximos vai ser muito necessário ter presente e, eventualmente, explicar a importância das componentes formais da democracia. E, desta vez e para variar, essa explicação não terá de ser dada à classe política nacional - mas ao próprio povo. Uma lição de democracia faz falta, por exemplo, aos signatários do manifesto da "Democracia Verdadeira".