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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

O que dizer?

Em qualquer circunstância, José Sócrates deveria perder as próximas eleições. Não o desejar, e defender, implica desresponsabilizar politicamente o partido que esteve no poder nos últimos anos. Isso seria matar a principal virtualidade da Democracia que, sem rotatividade de poder nestas circunstâncias, é um regime hediondo. Este é um primeiro facto.

Mas o PS ainda pode ganhar as eleições. E a mera possibilidade prova o profundo amadorismo de um PSD que, todos os dias, surge apostado em colocar em causa o que parecia absolutamente certo.

Hoje, mais uma vez, a estratégia para o debate com Francisco Louçã foi errada. A tentativa de oferecer ao Bloco a oportunidade de segurar eleitorado não resultou e permitiu ao adversário jogar como gosta. O líder do PSD várias vezes esteve colado às cordas e Louçã, que não consegue dosear a sua agressividade, ajudou Sócrates a ganhar eleitores à esquerda e, paradoxalmente, não os conseguiu segurar no seu partido mesmo tendo ganho o debate.  

A última parte do debate, sobre Novas Oportunidades e Trabalho Comunitário, foi terreno minado para o PSD. Não se entende como é possível criticar As Novas Oportunidades. Não que discorde do que Passos Coelho disse no essencial, simplesmente fazê-lo numas eleições de empate técnico é potenciar a desgraça.

O que resta ao PSD? Ganhar claramente o debate de sexta-feira. E como será isso possível? Pergunta difícil. Talvez a falta de expectativa das pessoas seja o principal trunfo de Passos Coelho. Mas se estiver na defensiva, se não for "autista" com algumas críticas, se não anunciar aos portugueses medidas concretas e não disser na cara do primeiro-ministro o que verdadeiramente os distingue, então restará esperar que se cumpra o destino. O dele e o nosso.

 

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