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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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A Cor da Rosa e a Realidade

Se António Guterres não tivesse optado por uma política pró-cíclica e se tivesse colocado as contas públicas em ordem - teria havido margem de manobra financeira para que, qualquer que fosse o governo no poder no período 2007-2011, tivesse sido possível seguir uma política agressiva contra-ciclo sem perigar ou agravar as contas públicas.

 

Na ausência de margem de manobra financeira, Sócrates viu-se forçado a medidas pró-cíclicas em época de crise. A ausência de margem de manobra reporta-se aos tempos de Guterres mas também aos primeiros anos do governo de Sócrates. A responsabilidade de Sócrates pela recessão actual está ainda no mix da resposta à crise: cortar apoios sociais em vez de cortar nos projectos de rentabilidade negativa para o erário público mas de lucratividade garantida para os amigalhaços da contrução civil (a propósito, ler este excelente post de Gabriel Silva no Blasfémias).

 

Desde os inícios dos anos noventa (do século passado) que não faltaram economistas de quase todos os quadrantes políticos a avisar para os problemas futuros que acabariam por decorrer das política despesistas e irresponsáveis de António Guterres. Mas quem está interessado em ouvir os economistas? Não são os discursos dos Guterres, Sócrates, socialistas muito mais cor-de-rosa?

4 comentários

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    Ricardo Vicente 13.05.2011 17:24

    Pois, apurar responsabilidades passadas não interessa nada. O que interessa é fazer tábua rásua das responsabilidades políticas e considerar que todos os políticos são iguais.
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    M.D. 13.05.2011 17:37

    Meu Caro,
    Não disse isso.Mas o passado estende-se para lá de Guterres,ou não?
    E a beatífica alminha que ocupa Belém??É intocável ou é da casta dos intocáveis e,por isso é que todos assobiam para o lado?
    Não acho que seja a contabilizar o passado,principalmente in a biased way,que melhoramos o futuro e,nos livramos de Sócrates.
    O grande problema,a meu ver,está na ausência de alternativa.
    É sair do caldeirão e entrar na frigideira!
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    Ricardo Vicente 13.05.2011 18:25

    Meu caro, o passado estende-se até às Descobertas e mais além... e todos os que fazem parte do "passado" são culpados: bastar ter sido político no passado para ser culpado no presente. Eles são todos iguais...

    Ausência de alternativa? Claro que não existe alternativa: eles são todos iguais...
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