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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Igreja Universal do Reino de Sócrates:

Nas próximas eleições legislativas, os portugueses estão perante duas coisas muito simples: ou querem a continuidade e votam claramente no PS ou querem uma mudança e votam maioritariamente no PSD. Uma coisa é certa desde ontem: a junção destes dois mundos, destas duas visões antagónicas num governo de coligação (bloco central) é impossível. O resto é conversa.

Ontem, em Santa Maria da Feira, Pedro Passos Coelho foi bem claro: “No Governo ou vai estar o PS ou o PSD; não vamos estar os dois e ninguém diga que isto não é democrático porque os portugueses é que vão escolher; Nós não nos adaptamos a tudo, nós não somos de borracha; Ninguém quer ganhar as eleições mais do que eu, mas todos os que gostam de ganhar de qualquer maneira tirem o cavalinho da chuva – eu não quero ser primeiro-ministro de qualquer maneira; Não queremos o poder pelo poder, nem o Governo a qualquer custo, queremos chegar ao Governo para poder ajudar Portugal”.

Para quem pensou que a decisão dos portugueses estava perfeitamente tomada, as últimas sondagens mostram que não é bem assim. Se é certo que em quatro sondagens, três dão a vitória ao PSD, não o é menos que essa vitória é curta. Depois de em apenas seis anos este PS ter conseguido bater recordes considerados impossíveis em tão pouco tempo, a saber: duplicou a dívida pública de 80 para 160 mil milhões de euros, o desemprego atingiu números nunca vistos, a educação está sem rei nem roque, a justiça bateu no fundo e o número diário de empresas a fechar é astronómico, mesmo assim, o PS apresenta valores acima do seu eleitorado natural (que ronda os 25 a 27%).

Uma das críticas que fazem a Passos Coelho é o facto de ele não “comunicar” tão bem como Sócrates. Hoje, em Viana, Miguel Relvas recordou que é verdade, que Sócrates é um profissional em comunicação e essa sua especialização custou-nos, em apenas seis anos, 80 mil milhões de euros.

Se repararem, para onde quer que uma pessoa se vire na comunicação social, em especial nas televisões (RTP à cabeça) ou nas rádios (TSF em destaque), aparece Sócrates com um discurso ao mais puro estilo “evangelista” de serviço. A colocação da voz, o olhar e a expressão corporal assemelha-se, imenso, com aqueles evangelistas americanos. Enganam-se os que pensam que é por acaso.

Muitos comentadores afiançam que estas eleições não vão ser fáceis para o PSD e Passos Coelho. Pois não. Mas serão bem mais difíceis para os portugueses. Nunca, como hoje, os portugueses estiveram perante tão grande desafio:

Ou se deixam levar por este estilo político copiado das estratégias comunicacionais da Igreja Universal do Reino de Deus e votam neste PS; ou preferem pensar muito bem no que se passou nestes últimos seis anos e alinham pela mudança votando PSD e Pedro Passos Coelho.

O resto, meus caros(as), repito, é conversa. Da treta.

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