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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

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Muito Manifesto, Pouca Acção, Nenhuma Decisão

Anda por aí mais um manifesto. Este é um tempo de manifestos e mais manifestos, de documentos subscritos por muitos e importantes. Todos estes manifestos são um sintoma da falta de vontade de actuar. Isso: realizar acções. Quanto pior é a realidade e quanto mais difícil é aceitá-la, mais manifestos são escritos.

 

As mudanças de que Portugal necessita não são agradáveis. Para quem se mantém no estado de negação da realidade, palavras, manifestos e cantiguinhas sabem melhor do que as acções determinadas.

 

 

Os manifestos têm ainda outra particularidade: ao tentarem ser muito englobadores, "muito transversais a toda a sociedade" e "procurando consensos", menos decidem. Menos opções concretas são tomadas e a ideia de que estar "acima" da política é mais digno do que estar "na" política ganha terreno (o fenómeno Fernando Nobre, etc.).

 

Também isto é a consequência do estado de negação: quem nega a realidade deixa de saber onde se encontra e torna-se incapaz de escolher uma direcção (o empate técnico das últimas sondagens...). O corolário é a indecisão política.

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