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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

da ciber-patrulha à embaixada

Recebi este fim-de-semana inúmeros insultos e até ameaças na caixa de comentários do Albergue. Nunca tinha sido objecto de tamanha sanha por gente que é supostamente profissional da educação. Digo supostamente porque não acredito que se tratasse de alguém com responsabilidades docentes nas nossas escolas. Conheci e conheço muitos e não os acho capazes deste género de cyber-bullying.

 

Finalmente, após dois dias de insultos e ameaças, percebi. Estava, mais uma vez, na mira do doutor Guinote. O doutor Guinote tem obrigação de saber ler. Aliás, como escreveu na minha caixa de comentários, é mesmo doutor. É por isso que não é admissível a inaceitável distorção que decidiu publicitar de uma frase minha na caixa de comentários. A frase permanece abaixo. Qualquer pessoa percebe que o sentido não é o que o doutor Guinote decidiu publicitar no seu blogue.

 

O doutor Guinote, que gosta de tomar a nuvem por Juno, aplicou-me uma ciber-rasteira(1). Mostrando um perfeito domínio das técnicas da informação e contra-informação ainda vestiu a pele de cordeiro e proporcionou (ver abaixo) alguns comentários entre o construtivo e o complacente.

 

O doutor Guinote está certamente contente com mais esta sua ciber-façanha. Mas eu gostava de vê-lo ainda mais satisfeito. Vou tomar a liberdade de propor ao dr. Passos (caso ganhe, como espero) que o convide para o próximo Governo. Até sei que o dr. Passos tem acólitos com grande admiração pelas suas ciber-façanhas. Não para Ministro da Educação, que como o dr. Guinote bem sabe é missão de desgaste rápido. Vou propor ao dr. Passos que o nomeie embaixador dos professores seus amigos no Governo. Os outros (a larguíssima maioria, muito preocupada, mas sem tempo para “rabinices” blogosféricas), interagirão com quem de direito através dos órgãos próprios e mecanismos institucionalmente previstos.  Espero sinceramente que o dr Passos aceite a minha sugestão tão ousada mas tão apropriada e o doutor Guinote se disponibilize para tão notável tarefa.

 

(1) Explicando muito devagarinho: dizer numa caixa de comentários que no regime tradicional de avaliação "qualquer mono que viva o suficiente pode chegar ao 10º escalão" não significa que os professores sejam monos, como interpreta capciosamente o nosso doutor. Na verdade, não exclui que os não monos (i.e., os competentes, os trabalhadores; certamente a largussima maioria dos que conheço e acredito não conhecer uma amostra particularmente enviesada do universo relevante) não cheguem também ao topo da carreira. O que se passa é que um sistema que não diferencie adequadamente os bons casos dos menos bons, corresponde a uma penalização automática dos primeiros (a tal larguissima maioria) em favor dos segundos (os tais monos, os que não trabalham o suficiente, os menos capazes, em suma, os que não honram adequadamente a confiança que a sociedade neles deposita). Até o senhor percebeu, doutor Guinote, tenho a certeza. Agora que lhe terá apetecido escrever o que escreveu, é um facto. Um problema entre si e a sua consciência.

 

esclarecimento: os insultos e as ameaças tiveram o destino que merecem: o meu lápis azul digital.