Crónicas do Demo IX:
Um grupo de apaixonados do Douro acompanhados de jornalistas (Lusa, JN, Porto Canal e Escape) percorreram o Douro entre o Pocinho e Barca d´Alva, terminando a viagem com uma visita ao magnífico Museu do Côa.
A convite do Manuel Vaz e na companhia de Ricardo Magalhães (Missão Douro), António Martinho (Turismo Do Douro) e Gustavo Duarte (Presidente da Câmara Municipal de Foz Côa) tive o grato privilégio de passar um dia de Sábado absolutamente maravilhoso. O Douro merece uma visita prolongada e equipamentos como o Museu do Côa são fundamentais para a região. Um território maravilhoso, com paisagens de cortar a respiração e senhor de uma gastronomia excepcional.
O Douro não é só “Vinho do Porto”. É paisagem natural, é gastronomia, é património e é, cada vez mais, destino turístico de excelência. Apenas precisa, o que não é pouco, de mais e melhores infraestruturas rodoviárias e de apoio ao turismo (hotelaria, restauração, comunicação, cultura e lazer). O trabalho desenvolvido nos últimos anos merece o nosso aplauso e incentivo. A Missão Douro, o Turismo do Douro, algumas autarquias e inúmeros empresários e investidores privados estão a fazer um esforço digno de registo. Não posso deixar de salientar os empresários portugueses e estrangeiros que investem na vinha e no turismo e quero aqui sublinhar homens como o Rui Paula (DOC) e o Mário Ferreira (Douro Azul) cuja paixão pelo Douro os fez investir quando poucos se atreviam a arriscar.
A mesma paixão que vi nas palavras de Ricardo Magalhães, António Martinho e Gustavo Duarte, este último Presidente da CM de Foz Côa e um dos novos autarcas visionários do Douro que sabem a importância do turismo para o desenvolvimento económico e social da região.
O vinho predomina no Douro mas o olival terá, necessariamente, de ser a aposta dos próximos anos permitindo reduzir a dependência da região de um só produto. Acresce o Turismo e a Cultura (Manuel Vaz e o seu Douro Film Harvest são disso exemplo). O Museu do Douro, o Museu do Côa e os inúmeros eventos culturais das diferentes autarquias da região devem funcionar em rede e a aposta na comunicação, em especial na Comunicação 2.0, permitirá uma rápida afirmação da região como um dos melhores destinos turísticos da Europa.
É necessário e fundamental que as diferentes autarquias da região do Douro se unam, a exemplo da sua região demarcada, e deixem de remar cada uma para o seu lado. Só dessa forma, com o apoio da CCDRN, conseguirão afirmar o Douro.
Por último, um apontamento gastronómico: Umas soberbas migas de peixe, seguidas de umas memoráveis migas de espargos e um estufado de javali tudo devidamente regado a maduro branco e tinto do Douro e um remate final a cargo de um pudim de amêndoa. O paraíso!


