Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

MayDay - Soamos o Alarme

Não, não é um grito de pedido de "ajuda" externa.

 

É sim o nome de uma iniciativa, que começou em Milão em 2001 e que, desde então, se espalhou por várias cidades do Mundo. O MayDay Lisboa arrancou em 2007, tendo em 2009 sido organizado pela primeira vez no Porto.

 

É uma manifestação organizada por todos aqueles que quiserem participar, sendo organizadas Assembleias semanais e abertas para a sua preparação. Estão, desde já, todos convidados para a próxima de Quarta-feira.

 

Começa às 13:00 no Largo Camões em Lisboa e termina na Alameda.

 

MayDay Lisboa 2011

 

O MayDay é uma manifestação de precários/as e de toda a gente que esteja solidária com as injustiças laborais, que acontece no 1º de Maio e que se junta ao desfile de todas e todos os trabalhadores. Porque sabemos que é importante alargar os espaços de encontro e de protesto – e porque sabemos que há trabalhadores/as que não estão sindicalizados/as e que também os/as sindicalizados/as sofrem a precariedade na pele. E porque a precariedade não é só laboral mas afecta cada espaço da nossa vida, o MayDay Lisboa 2011 já está na rua e quer acrescentar lutas à luta.

 

A precariedade não é uma questão geracional: hoje, quem cai no desemprego só encontra precariedade independentemente da sua idade. A precariedade é uma escolha política, é um modelo de trabalho sem direitos que querem impor a todas e todos os trabalhadores, que são a parte mais fraca na relação laboral. A precariedade pretende retirar direitos, baixar salários e impedir a organização colectiva de todas e todos os trabalhadores, porque nos individualiza.
Somos trabalhadores e trabalhadoras a falsos recibos verdes, com contratos a termo, em subcontratação por Empresas de Trabalho Temporário que nos roubam metade do salário, trabalhadores/as informais, estudantes a quem a bolsa foi cortada, intermitentes do espectáculo, desempregados/as, bolseiros/as de investigação, quem faz estágios não-remunerados, todos e todas aquelas que vêem os seus direitos reduzidos e todas e todos os que se quiserem juntar por saberem que os direitos laborais, sendo para todos, são também para si.

 

Querem fazer-nos crer que as injustiças actuais são consequência de um excesso de direitos conquistados pelas gerações anteriores, mas o nosso dia-a-dia é a prova de que isso não é verdade: há décadas que recebemos salários, reformas e apoios sociais que estão no fundo da tabela da União Europeia. Acusam-nos de ter excesso de expectativas quando ainda só conhecemos dificuldades. Sabemos que nenhuma geração destruiu a Segurança Social - pelo contrário, quem a construiu foi a pensar que faz sentido existir uma solidariedade entre gerações: quando eu trabalho e desconto, permito que os mais novos possam estudar, para que, quando eles trabalharem e descontarem, eu possa ter uma reforma mais justa e melhor. A ruptura da solidariedade entre gerações é a destruição do estado social e o aumento das desigualdades. Sabemos também que as dívidas à Segurança Social, que são a base desta chantagem, não foram contraídas pelos trabalhadores, mas sim pelas empresas que, ao recusarem fazer contratos, não pagam o que devem.
O MayDay é uma manifestação de precários/as e de toda a gente que esteja solidária com as injustiças laborais, que acontece no 1º de Maio e que se junta ao desfile de todas e todos os trabalhadores. Porque sabemos que é importante alargar os espaços de encontro e de protesto – e porque sabemos que há trabalhadores/as que não estão sindicalizados/as e que também os/as sindicalizados/as sofrem a precariedade na pele. E porque a precariedade não é só laboral mas afecta cada espaço da nossa vida, o MayDay Lisboa 2011 já está na Rua.

 

Foto de Miguel A. Lopes, Lusa

 

Para mais informações