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Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

dono material do vinte e cinco de Abril de mil novencentos e setenta e quatro faz esta declaração espantosa:"Se soubesse como o país ia ficar, não fazia a Revolução". Esta reivindicação dos direitos autorais da revolução, que oscila entre o absurdo e o delirante, só não vai fazer correr muita tinta porque o crédito da figura está ao nível das nossas finanças públicas. Julgo mesmo que estou em condições de estrear uma nova classificação de rating, o nível underdog - em bom português, abaixo de cão.

4 comentários:
De Ricardo Vicente a 13 de Abril de 2011 às 17:36
A revolução teve consequências políticas positivas: democracia e liberdade. Quanto à economia, os efeitos da revolução são muito menos equilibrados.

Por outro lado, é preciso ver que uma das melhores décadas de crescimento económico em Portugal (no séc. XX) ocorreu durante a ditadura.

Mas, obviamente, não vale a pena explicar a um revolucionário destes que (i) é possível haver crescimento em ditadura, (ii) as alterações políticas, só por si, já justificaram plenamente a revolução e (iii) em democracia, as pessoas são livres de eleger gente incompetente, desonesta e mentirosa (legislativas de Setembro de 2009).

E um povo que, em democracia, escolhe desse modo não pode depois colocar as culpas no próprio mecanismo democrático.


De José Aguiar a 14 de Abril de 2011 às 09:26
Caro Ricardo, de acordo com tudo, mas precisaria o item iii) do seu terceiro parágrafo, substituindo "legislativas de Setembro de 2009", por "legislativas de Fevereiro de 2005", que marcam o início da farsa em que vivemos.


De Carlos Alberto a 13 de Abril de 2011 às 18:05
Que pena a Fatima Lopes já não ter aquele programa do tempo em que ela era um 'bomba' e que se chamava: PERDOA-ME.

O camarada Otelo podia lá ir.



P.S (salvo seja) A ver vamos se o PPC não se lembra desta para vice da AR


De José Aguiar a 14 de Abril de 2011 às 09:24
homessa! se há coisas que não devem ser pensadas, muito menos devem ser ditas, vire essa boca para lá, como dizem os nossos irmões do outro lado do atlântico


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