Quarta-feira, 13 de Abril de 2011
O dono material do vinte e cinco de Abril de mil novencentos e setenta e quatro faz esta declaração espantosa:"Se soubesse como o país ia ficar, não fazia a Revolução". Esta reivindicação dos direitos autorais da revolução, que oscila entre o absurdo e o delirante, só não vai fazer correr muita tinta porque o crédito da figura está ao nível das nossas finanças públicas. Julgo mesmo que estou em condições de estrear uma nova classificação de rating, o nível underdog - em bom português, abaixo de cão.
A revolução teve consequências políticas positivas: democracia e liberdade. Quanto à economia, os efeitos da revolução são muito menos equilibrados.
Por outro lado, é preciso ver que uma das melhores décadas de crescimento económico em Portugal (no séc. XX) ocorreu durante a ditadura.
Mas, obviamente, não vale a pena explicar a um revolucionário destes que (i) é possível haver crescimento em ditadura, (ii) as alterações políticas, só por si, já justificaram plenamente a revolução e (iii) em democracia, as pessoas são livres de eleger gente incompetente, desonesta e mentirosa (legislativas de Setembro de 2009).
E um povo que, em democracia, escolhe desse modo não pode depois colocar as culpas no próprio mecanismo democrático.
Caro Ricardo, de acordo com tudo, mas precisaria o item iii) do seu terceiro parágrafo, substituindo "legislativas de Setembro de 2009", por "legislativas de Fevereiro de 2005", que marcam o início da farsa em que vivemos.
Que pena a Fatima Lopes já não ter aquele programa do tempo em que ela era um 'bomba' e que se chamava: PERDOA-ME.
O camarada Otelo podia lá ir.
P.S (salvo seja) A ver vamos se o PPC não se lembra desta para vice da AR
homessa! se há coisas que não devem ser pensadas, muito menos devem ser ditas, vire essa boca para lá, como dizem os nossos irmões do outro lado do atlântico
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