A credibilidade de um País é um todo. Portugal não passa a ser um lugar respeitável se conseguir baixar o défice – a categoria dos seus dirigentes tem, também, uma relevância inafastável.
Querer desligar a economia da qualidade política de um País é um esforço mutilado e incapaz.
As escutas do Face Oculta revelam a penúria ética de alguém que chegou a primeiro--ministro mas que se acha desprovido de idoneidade para aí permanecer. Mostram um enredo de compadrices entre gestores públicos, banqueiros e advogados, que parecem estar certos de que a Justiça, ao mais alto nível, tem como função primordial aliviá-los dos deveres que impendem sobre os cidadãos comuns.
Se fingirmos que nada aconteceu, passaremos a ser uma espécie de Bolívia mal atarraxada à Europa.
* Ontem, Correio da Manhã
De Afonso Henriques a 9 de Fevereiro de 2010 às 13:29
Parto do principio que ao contrário das escutas de Pinto da Costa as de Sócrates já são relevantes. Penúria intelectual a sua...
De
CAA a 9 de Fevereiro de 2010 às 16:53
A publicação das escutas a pinto da Costa foi ilegal. Estas não.
Informe-se antes de expelir asneiras, se for possível...
De burns a 9 de Fevereiro de 2010 às 23:49
bem escrito
p.s.-nã perca tempo com pobres de espirito
De Afonso Henriques a 10 de Fevereiro de 2010 às 17:05
O senhor não comenta a legalidade das escutas de Sócrates, mas sim o que revelam. Estranho é que uma pessoa que refira ética e idoneidade se refugie na legalidade ou não dos processos que trouxeram actos ilícitos à praça pública (onde aliás, já estavam).
Quer dizer que quando diz que a credibilidade de um país é um todo, não é bem um todo. É um todo desde que publicado legalmente.
A credibilidade não se julga em tribunais. A relevância jurídica não vem ao caso. Responda aos comentários sem artefactos evasivos.
De Natália Santos a 9 de Fevereiro de 2010 às 16:25
Ah, pois, é só mudar a pessoa ! O que não deve faltar são grandes estadistas, desligados de interesses económicos,com um passado absolutamente impoluto, uma carreira académica intocável.Venham daí nomes que resistam à Comunicação Social!
De
m i o a 9 de Fevereiro de 2010 às 16:49
Concordo.
A nossa credibilidade passa realmente pela qualidade dos nossos políticos, melhor, pela sua integridade e competência.
O que representa, a meu ver, o nosso grande problema, pois ficamos sem alternativas governativas.
Sinceramente não vejo uma solução.
Na verdade e como penso que o Dr. Carlos Amorim bem sabe, até os próprios partidos que militamos ou apenas simpatizamos nos traem, deixando-nos de fora, apenas porque pensamos diferente num ou outro aspecto.
Resta-nos ficar quietos, não fazer muito barulho e preparar-nos para o embate (no fundo).
Não tenho muito tempo para me informar. Do alto da sua enorme sabedoria, gostaria que me informasse se:
as escutas transcritas num jornal foram feitas ao primeiro ministro,
a publicação dessas escutas por um jornal não fere a liberdade, nem viola princípios do Estado de Direito,
pretende derrubar o o primeiro ministro,
num Estado de Direito isso não se chama golpe de
estado.
MG
De burns a 9 de Fevereiro de 2010 às 23:51
golpe de estado parece ter sido todo o percurso deste primeiro-ministro
De aos a 9 de Fevereiro de 2010 às 22:50
Meus senhores, tenham calma. O CAA faccioso do Porto é uma pessoa diferente do CAA prof. da prestigiada universidade do Minho. Duas pessoas totalmente diferentes. Dois argumentos completamente diferentes.
De Caty Waves a 10 de Fevereiro de 2010 às 00:56
UAU!!
Fizeste a Descrição ao Espelho?
De transmontano a 10 de Fevereiro de 2010 às 12:18
Independentemente da legalidade das escutas, toda a gente ficou a saber o seguinte:
- Pinto da Costa: Mentiu, paga a árbitros em dinheiro e em géneros com a ajuda/cumplicidade de terceiros.
- Sócrates: mentiu, move influências para afastar/controlar alguma imprensa ou aguns jornalistas.
Benditas escutas e bendito dia em que as tornaram públicas, legais ou não.
Há dúvidas? Parece-me que não...
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