autores
últ. comentários
Depois da disparatada e repugnante proposta de abo...
hola
Acho mesmo que vou passar por lá :D obrigado pela ...
Conhece a pessoa que referiu ? Quem é para fazer c...
Motivos cívicos de força muito grande forçam-me a ...
mais comentados
130 comentários
85 comentários
77 comentários
arquivos
2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


tags

todas as tags

Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

 

Espreito as inconfidências de o Sol. Recordo a "comunicação à nação" de Teixeira dos Santos. Reparo que os heterónimos politiqueiros do actual primeiro-ministro minoritário podem ter planos para o controlo da informação e até chamarem, aos opositores, dissidentes e chatos não unidimensionalizáveis, os nomes de birra que ultrapassam o dicionário do bom senso. Não podem é condicionar o direito à indignação dos governados.

 

Um dos órgãos ou aparelhos de Estado pode reagir contra uma determinada situação política, usando o respectivo direito oficial à palavra, enquanto autoridade pública. Só se a quisessem derrubar a ordem estabelecida é que estaríamos diante de um golpe de Estado...mesmo que se vestisse de golpe de Estado constitucional.

 

Não se detectam esses sinais em Sócrates e na sua mão longa financeira. Ambos apenas manifestaram a compreensível birra de quem perdeu o privilégio da solidão absoluta. Daí terem que aceitar a não resignação da ocasional maioria parlamentar e o poder de clamor dos que preferem a liberdade de expressão e o dever de pensamento.

 

Não vejo sinais de pronunciamentos, levantamentos, insubordinações ou motins de um qualquer golpe de Estado constitucional, mas uma saudável resistência de outros órgãos do mesmo Estado, bem como o saudável activismo da comunidade política dos governados, pouco disponíveis para uma usurpação bonapartista da legitimidade estabelecida. Ainda bem!

 

Uma das características do Estado de Direito tem a ver com as sinuosidades impostas pelas regras do jogo quanto à feitura das leis. Incluindo as variadas manobras dilatórias de ministros, grupos parlamentares e presidente da república, coisa que o Sá Pinto não aguentava. Mas não parece que a "muita tranquilidade" de Paulo Bento leve a vitórias...

 

Já tivemos um governo que fez greve, mas não no período de constitucionalização pós-revolucionária. Agora, temos um ministro que anuncia, na véspera da aprovação de uma lei, que vai reagir contra ela, por todos os meios legais e políticos, numa pedagogia que pode levar a outras respostas de reacção dos cidadãos, dos seus grupos e de outras instituições, públicas, privadas ou mistas. Por outras palavras, está inaugurada uma nova fase política, a da resistência legal e política, comandada pelo governo contra o parlamento...

 

E, por cá, em mais um destes normais anormais, talvez importe recordar que quisemos a democracia para nos livrarmos daquele despotismo a que chamaram ditadura das finanças. Resta saber se há mais vida para além do endividamento...

 

Stéphanne Rials, desculpem-me o eruditismo, considera que o Estado é intrínsecamente crise, cabendo-lhe geri-las de modo dinâmico. Porque o dito é o lugar onde a sociedade se reflecte, se mediatiza, se pensa. Mesmo quando faz braço de ferro partidocrático, nesta forma de institucionalização dos conflitos que é a democracia...

 

Os problemas económicos e financeiros apenas se resolvem com medidas económicas e financeiras. Mas não apenas com medidas económicas e financeiras. Nem que venham de fora para dentro. Política, por dentro, precisa-se!

5 comentários:
De Kolchak a 5 de Fevereiro de 2010 às 11:02
Kolchak disse
5 Fevereiro, 2010 às 10:57 am

Há Países que fazem coisas estúpidas. Ou melhor: todos os Países fazem, por vezes, coisas estúpidas. A Alemanha é, por exemplo, uma nação extraordinária.
Os alemães são um povo cultíssimo; são trabalhadores competentíssimos; cumprem sempre os seus contratos; pagam sempre as suas contas; são de toda a confiança.

Mas, por duas vezes, a Alemanha cometeu precisamente o mesmo erro: fez a mesma coisa estúpida ao votar Hitler e pagou muito caro por isso.

É verdade que existia uma crise financeira de dimensões mundiais que muito a afectou; ninguém contesta que poucos alemães poderiam adivinhar a tragédia que o nazismo anunciava; não se questiona que os responsáveis pelo Tratado de Versalhes(sobretudo ingleses e franceses) deviam ter sido julgados e condenados.

Noutra dimensão, os Portugueses fizeram a mesma coisa estúpida duas vezes.

Deram a vitória a Sócrates em 2005 e em 2009.

Pagaremos muito caro pelo nosso erro



De Naçao Valente a 5 de Fevereiro de 2010 às 22:01
Leio e releio e não consigo acreditar. Depois de tudo esmiuçado e salvaguardando algumas tiradas de genuíno eruditismo, chego à seguinte conclusão: todos os homens são livres, mas alguns são mais livres que outros. Senão veja-se:os governados podem indignar-se, mas os governantes não tanto;O Parlamento pode legislar contra o governo e diria mais, até contra o país, mas o governo não pode nem deve reagir. Afinal uns tem direito ao despotismo, outros talvez não e já agora endividem-se à vontade desde que não seja eu a pagar.
Adoro "esta democracia". Posso chamar um nome feio ao primeiro- ministro à mesa do café que não vem daí mal ao mundo, mas se o "dito" o fizer em relação a qualquer cidadão cai o carmo e a trindade.Que democracia original! Democracia, de fora, precisa-se.
Mateus Gonçalves


De Adamastor a 6 de Fevereiro de 2010 às 15:02
Eu era um grande inimigo de Salazar.O gajo não me dava hipótese de fazer nada.Sempre tudo direitinho.Mas adoro o Sócrates e esta democracia.Os gajos fazem quase tudo por mim...


De António Lemos Soares. a 7 de Fevereiro de 2010 às 18:27
Depois das recentes eleições legislativas, o país mergulhou numa crise fulminante.

Crise com duas diferentes facetas, ambas muito preocupantes: a previsivel económico-financeira e a inesperada política.

Em relação à primeira; os piores receios de economistas como Medina Carreira parecem confirmar-se. O cenário é, de facto, assustador.

No que concerne à segunda; a recente divulgação de escutas que se referem à pessoa do Primeiro-Ministro colocará em causa, mais cedo ou mais tarde, a estabilidade política.

Perante este cenário, seria de esperar que o Presidente da República tomasse uma posição sobre a matéria, fosse ela qual fosse.

Ao contrário, Cavaco Silva refugia-se na proverbial frase que é marca de todo o seu mandato: -«O Presidente não deve emitir qualquer opinião sobre o assunto».

Pergunto-me pois: se um Presidente não pode pronunciar, sequer, uma ténue ideia sobre as questões mais graves da vida do seu País, para que serve ter um Presidente da República?


De Adriano Volframista a 8 de Fevereiro de 2010 às 09:47
José Adelino Maltez

Passo a reproduzir uma citação que, apoia este seu comentário

"A democracy is always temporary in nature; it simply cannot exist as a permanent form of government. A democracy will continue to exist up until the time that voters discover that they can vote themselves generous gifts from the public treasury. From that moment on, the majority always votes for the candidates who promise the most benefits from the public treasury, with the result that every democracy will finally collapse due to loose fiscal policy..."
Alexander Fraser Tytler, Scottish lawyer and writer, 1770

Cumprimentos
Adriano Volframista









Comentar post

pesquisar blog
posts recentes

Memória de Timor. Texto v...

Lançamento do Forte Apach...

por onde andam os tipos d...

por onde andam os tipos d...

One in a million

Caros(as) Sportinguistas:

Um Milhão

...

...

Em roda livre.

ligações
subscrever feeds