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Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

 

D. Januário Torgal Ferreira declarou-se. Quase repetiu, depois da eleição, o que disse Coelho na campanha. Traduziu em calão o que os ultramontanos dizem de Silvio. Não comento tensões de corredor da universidade concordatária. Mas registo a violência verbal entre os filhos dilectos.

 

Augusto Santos Silva ainda não comentou o "golpe de Estado constitucional", agora refeito. Consta que vai passar de ministro a capelão militar, dado que este último vai mesmo a ministro, depois da devida autorização papal.


Ministro Lacão veio elogiar a grande maturidade política de Passos Coelho. Não citou ainda o "deixem-nos trabalhar".

 

Sócrates anotou, linha a linha, o discurso do presidente democraticamente reeleito. Belo trabalho de antecipação. Passos coça a cabeça...

 

Pouco antes, nosso Primeiro garantiu que os portugueses optaram por não mudar. Que escolheram a estabilidade política. Concluiu até subliminarmente: eu sou o suporte do referencial de estabilidade, Alegre é pretérito imperfeito!

 

Se Voltaire voltasse, poderíamos concluir que Pangloss apenas seria um plágio...

 

O essencial é contabilizarmos quantos meses, meses e meses nos enrodilhámos em eleições passadistas. Podiam ter ocorrido todas em menos de quinze dias e já estarmos, há muito, a caminhar para as próximas que, com este quadro de pés de barro e paredes de ferro, vão chegar atrasadas...

 

PS e PSD têm que decidir o essencial sobre o orçamento a apresentar a Bruxelas até Abril. Tenham juizinho os que estão assim "augados", como se diz para lá do Marão...*

 

*A expressão "augados" tem direitos de autor. De um político que venceu porque não quer ser vencido, ouvida no último jantar do Albergue. Podem ir aos arquivos, para lhe darem descódigo.

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