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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

Uma coisa é substituirmo-nos aos clientes enquanto protagonistas - quando falamos em nome deles ou quando criamos palcos, argumentos, iniciativas para eles. Outra coisa é sermos nós próprios protagonistas. Ou protagonistazinhos. Dentro da nossa esfera pessoal de influência. – Luis Paixão Martins.

 

Ainda sobre os assessores, a questão das agências é um pouco diferente (segundo creio). No caso que conheço melhor - assessoria directa de uma figura político-institucional - a relação do assessor com o assessorado é de natureza mais pessoal e, em geral, quando as coisas correm mal o assessor dá a cara assumindo as responsabilidades, quando correm bem o mérito é do assessorado – Estrela Serrano.

 

 

No Facebook está a decorrer uma discussão muito boa sobre o papel do Assessor de Imprensa (dei por ela graças ao blog Lugares Comuns que está cada vez melhor, por sinal).

 

Mesmo considerando, como considero, que o assessor de imprensa (pelo menos o tradicional) já morreu não posso deixar de “meter a colher” na discussão. O assessor de imprensa não deve, salvo raras excepções e sempre que tal seja o melhor para o cliente, substituir-se a este ou, pior, procurar partilhar palco com este – sempre me meteu uma certa confusão ver um determinado cliente a falar e o seu assessor de imprensa, qual emplastro, a seu lado ou ligeiramente atrás e estrategicamente colocado de molde a aparecer no boneco. Fica-lhe mal a ele e, por tabela, ao cliente. Ou seja, uma coisa é o assessor dar a cara quando algo não corre pelo melhor outra, bem diferente, é dar a cara por tudo e mais alguma coisa. Por isso, subscrevo: “quando as coisas correm mal o assessor dá a cara assumindo as responsabilidades, quando correm bem o mérito é do assessorado” - Estrela Serrano.

 

Diferente, bem diferente, é o assessor de imprensa enquanto profissional e fora da esfera de interesses do seu(s) cliente(s) procurar fazer “marketing” da sua actividade e das suas qualidades enquanto tal. É o mercado a ditar as suas regras.

Não é diferente, ou não deve ser, o trabalho de uma agência e o trabalho de um assessor “directo”. A relação pessoal de proximidade é a chave para o sucesso tanto num caso como no outro. Ou seja, o trabalho da agência junto do cliente deverá assentar numa relação de proximidade equivalente, caso contrário, será um fracasso. Por isso defendo que o assessor de imprensa tradicional “morreu”. Hoje, é impossível exercer um bom papel de assessor de imprensa sem um conjunto de valências em áreas conexas e isso é praticamente impossível a solo. Mas essa é outra discussão.

3 comentários:
De Francisca Prieto a 6 de Janeiro de 2011 às 18:33
Clap, clap, clap, clap.


De Ângela Guedes a 7 de Janeiro de 2011 às 00:24
Nunca tinha pensado nessa questão do fim do tradicional Assessor de Imprensa. É uma questão pertinente e que certamente daria vida a novo debate sobre o sector.


De Fernando Moreira de Sá a 7 de Janeiro de 2011 às 10:20
Vou procurar desenvolver o tema no Piar e depois deixo link aqui.

Cumprimentos Ângela.


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