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Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010
por Afonso Azevedo Neves

- Tens que assinar pá.

- O quê?

- Isto que nós vamos fazer?

- Isto o quê homem?

- Depois logo vês.

- Logo vejo? Olha que se isso não for como eu te pedi não assino coisa nenhuma.

- Porra pá! Eu preciso que assines esta porcaria.

- Não assino porcarias, já te disse...

- TENS DE ASSINAR!!!

- Não grites que não é assim que eu assino. Já te disse que assino se fizeres uma coisa de jeito.

- O que tu queres é que eu me lixe.

- Eu quero é assinar uma coisa que não lixe o país.

- Devias ter dito isso antes, eu não sabia e …

- Eu disse.

- Não vieste à reunião.

- Eu disse e tu sabias.

- Pois mas não disseste na reunião que não vieste portanto eu não sabia.

- Sabias mas não quiseste saber.

- ASSINA!

- O quê?

- ESTA PORCARIA!

- Não.

- Egoísta.

- Não.

- Vá lá.

- Não.

4 comentários:
De JB a 24 de Setembro de 2010 às 09:35
«A ética da República é a ética da lei» - Pina Mora: antigo funcionário do PCP, ministro e deputado do PS (socialista), presidente da empresa Iberdrola em Portugal. Deputado espanhol por uns tampos.
«A credibilidade da política não está na ética» - Paulo Rangel, antigo deputado do PSD na AR, euro deputado do PSD em Bruxelas.
«Finalmente um debate ideológico sem os tiques pacheco-pereiristas de só discutir o suposto carácter dos outros» - Paulo Pedroso, antigo ministro e deputado do PS, indiciado no caso da Casa Pia, após programa Quadratura do Círculo na SIC.



De Paulo Pedroso a 30 de Setembro de 2010 às 23:36
A frase que me é atribuída não é minha, até é de um alberguista distinto que admiro e respeito, num diálogo por twitter comigo, a propósito de um debate entre António Costa e Paulo Teixeira Pinto, num dia em que Pacheco não estava na Quadratura. Mas se o comentador JB pretendia denegrir-me, como se vê pelo que sentiu necessidade de escrever para me "apresentar", devo dizer-lhe que subscrevo a dita frase de bom grado e não me importaria nada de ter sido o seu autor.


De Anónimo a 24 de Setembro de 2010 às 14:01
O Presidente da República devia pô-los de acôrdo, isto é, obrigar a assinar.


De FM a 25 de Setembro de 2010 às 02:27
Obrigar a assinar o quê! Só se for um convite para o FMI! Ou talvez uma carta de agradecimento ao Cavaco Silva e Antonio Guterres.


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