Quarta-feira, 17 de Março de 2010
por Francisco Almeida Leite

Continuo à espera que José Pacheco Pereira comente a alteração aos estatutos do PSD, aprovada no último congresso de Mafra. Essa alteração prevê, como se sabe, sanções para os militantes que contrariem a linha oficial da direcção do partido a 60 dias de actos eleitorais. A posição de Pacheco Pereira sobre a matéria é importante porque se sabe que o guru da actual líder foi defensor há uns anos de uma outra "lei da rolha". A que impedia que os jornalistas circulassem com liberdade pelos corredores da Assembleia da República.
Depois de Manuela Ferreira Leite já ter declarado o apoio à medida que Pedro Santana Lopes fez aprovar no congresso, falta saber o que pensa o grande arauto das liberdades individuais e políticas. O mesmo homem que pôs as setas do PSD viradas do avesso e que chegou a afirmar, garantem os mentideros, que um dos últimos líderes devia ser removido nem que fosse "à bomba". Como irá Pacheco Pereira comentar a decisão da dupla Santana Lopes/Ferreira Leite? Amanhã, na Quadratura do Círculo, a opinião de Pacheco Pereira irá certamente ser conhecida, depois destes dias todos num silêncio ensurdecedor. Os candidatos a líder já se distanciaram da medida, os antigos presidentes também, falta agora o grande timoneiro da direcção de Manuela Ferreira Leite.
De Troglodita a 17 de Março de 2010 às 21:33
Anda desatento:
In Publico - "O social-democrata Pacheco Pereira está “completamente contra” a chamada “lei da rolha”, aprovada no último congresso do PSD, e entende que ela é “inaplicável” porque a sua prática levaria à expulsão de vários militantes, incluindo ele próprio.
“Evidentemente estou completamente contra esta regra”, considerou, defendendo que “um partido que cumprisse uma regra deste género desapareceria do espaço público”, dada a relevância dos meios de comunicação social no contexto actual.
Pacheco Pereira considerou que a lei “é inaplicável, porque se fosse aplicável Alberto João Jardim já estava expulso, Cavaco Silva já estava expulso, Marcelo Rebelo de Sousa já estava expulso, todos os presidentes das distritais [que] criticam listas, o que acontece normalmente antes de 60 dias, já estavam expulsos, Luís Filipe Menezes já estava expulso, eu estava expulso”.
Para o social-democrata, “outro risco desta regra é ela ser discriminatória”, porque “uma direcção pode perseguir os seus adversários utilizando esta regra, ela pode ser utilizada para atacar pessoas e não comportamentos”.
No entanto, afirmou, a regra “traduz uma reacção errada a um problema verdadeiro”: “Eu compreendo que os militantes se sintam insatisfeitos com a performance do partido, só que em vez de irem às causas verdadeiras vão arranjar álibis e bodes expiatórios”.
Não ando desatento, Troglodita. O meu post foi escrito à tarde e o dr. JPP só falou à noite. E ainda bem. Por uma vez, está do lado correcto. O que me espanta é que tenha demorado tantos dias para chegar a esta conclusão tão óbvia.
Ainda antes da Quadratura, meu caro:
http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/pacheco-pereira-completamente-contra-norma-que-considera-inaplicavel_1428117
Já vi, meu caro. Mas o post foi escrito bem antes de JPP ter falado à Lusa, declaração depois reproduzida no Público Online por volta das 21:30. Este post foi escrito à tarde.
De
GONIO a 17 de Março de 2010 às 23:32
Ja comentou: é o artigo desta semana na Sábado.
Também já reparei nisso. Vou ler agora.
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