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Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

Albergue Espanhol

"-Já alguma vez estiveste apaixonado? - Não, fui barman toda a minha vida." My Darling Clementine, John Ford.

A nova era por achar, a dos Passos Seguros, com "glasnot" e sem "compra de poder"

 

Continuamos cercados pelos fantasmas que, na monarquia napolitana, se identificavam pela tríade "festa, farinha, forca", dado que os poderes fácticos vão cercando a democracia de antipolítica, seja a compra do poder, seja o niilismo, seja a violência terrorista.

 

As lentes de muitos lusitanos continuam embaciadas. Dizem-lhes que podem discutir deus, discutir a pátria e discutir a família, mas já é bem difícil discutir os patrões da comunicação social em disputa, as nomeações para as secretas, as variedades da maçonaria ou o discurso dos congreganismos e fundamentalismos.

 

No tempo do rotativismo, quando na presidência do Crédito Predial saía o Hintze para a chefia do governo, logo entrava o Zé Luciano, acumulando com a liderança da oposição. Agora é apenas Rui Machete substituindo Daniel Proença de Carvalho, neste nosso Bloco Central de interesses, das empresas de regime e seus clubes de reservado direito de admissão e grandes sociedades de advocacia.

 

O bailado da "pantouflage", apesar de muitos regulamentos, continua a não ser transparente e deveria ser objecto de imediata contratação pública entre os principais partidos políticos, dado que a chamada comissão de ética do parlamento apenas serve para música celestial e a a lista das incompatibilidades para as excepções que confirmam a regra. Não nos tomem como parvos.

 

Já que o presidente da república não tem poderes suficientes para o desencadear, seria bom exemplo que a geração de jotas que agora comanda os principais partidos políticos desse o bom exemplo da transparência, chamando os bois pelos nomes, nomeadamente com a publicação de um livro branco das nomeações e avenças decretinas no regime, para que houvesse uma clara separação de águas entre a política e economia.

 

Este regime, de sociedade aberta mas dependente do condicionamento, continua a ser marcado por pactos de cavalheiros, à semelhança das reuniões de sacristia e de restaurantes finos que precederam a atribuição dos canais privados de televisão a Pinto Balsemão e D. José Policarpo, em detrimento de Daniel Proença de Carvalho, e com os equilíbrios e compensações posteriores

 

Temos de acabar de vez com esta economia privada sem economia de mercado, onde prevalecem os métodos salazarentos do condicionamento industrial, cultural e comunicacional, sem "glasnot" nem a prévia "perestroika". Chegou a hora de PSD e PS rasgaram a pesada herança que os há-de tramar em desconfiança.

 

Reparei que Seguro está disponível para todos os acordos parlamentares contra a praga que domina o Estado de Direito: a corrupção. Aproveita, Pedro! E cheguem ao PCP e ao BE. Não tenham medo! Peçam um papel ao Luís de Sousa. Ele faz isso em duas páginas de A4. Caso não o façam, podem morrer todos à vista de costa.

 

Aliás, as sucessivas traduções em calão sobre a Noruega e as suas tradições, com que, muitos vão debitando informações, revelam como se perderam aqueles olhares antropológicos que nos davam universalismo. Quem confunde nomes com coisas nomeadas, até tudo pode explicar com a monarquia e a fé cristã obrigatória dos respectivos 20 000 maçons, do rito sueco, cuja lista é publicamente disponível.

 

*Este postal pode servir de resposta à brilhante análise de José Pacheco Pereira sobre a influência dos alberguistas nos meandros do poder em Portugal. Serve, sobretudo, como protesto, dado que, como histórico do Albergue, até agora não fui convidado de forma discreta, secreta ou abrupta para qualquer naco de poder, de deputado a ministro, passando por assessor, agente, nomeado ou avençado. Nem sequer o meu telemóvel tocou ou o mail fez pisca-pisca. Não me conformo com tanta falta de poder.

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