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Segunda-feira, 5 de Setembro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

A partir das 13h de Segunda, 5 de Setembro, arranca o novo blogue "Forte Apache" onde encontra boa parte da equipa do Albergue Espanhol e novos elementos. Estão todos convidados a passar por lá. Aqui fica o vídeo de lançamento:

 

 

Sábado, 3 de Setembro de 2011
Domingo, 28 de Agosto de 2011
por Francisco Almeida Leite

Ultrapassámos hoje uma fasquia importante: mais de um milhão de visitas no Albergue Espanhol. Não é para todos e não aconteceu por acaso. O AE foi, logo desde o seu lançamento, um blogue decisivo, interveniente, politicamente muito incorrecto, intenso e polémico. Foi também um blogue de gente decente e justa. Isso notou-se em todas as polémicas em que nos envolvemos. Não virámos nunca a cara à luta, mas entrámos nas guerras blogosféricas que valiam a pena ser travadas, sempre com elevação. Outra coisa não seria de esperar de todos os bloggers que aqui escreveram até hoje ou que passaram pelo AE, mesmo que episodicamente.

 

Na impossibilidade de muitos dos fundadores do AE continuarem a escrever aqui com regularidade, tomámos a decisão de fechar as portas. É o que faz mais sentido neste momento. Não vamos desaparecer do mapa, pois muitos transitam directamente para um projecto que ainda vai dar muito que falar, só que outros entendem que este é um tempo que pede outro tipo de intervenção. Foi muito bom tê-los a todos como nossos leitores, mais ou menos regulares. Sabemos que não vieram aqui à espera de ler textos recheados de lugares-comuns ou ensaios de pura idiotice disfarçada de humor fácil. Quem passou por aqui como leitor, tenha gostado ou não, tenha concordado ou não, saiu certamente com a ideia de que aqui dissémos sempre o que pensávamos e não nos escondemos debaixo de capas. Valeu a pena.

por Fernando Moreira de Sá

…se querem ver bom futebol, do bom mesmo, o melhor é dia 4 de Setembro (próximo Domingo) rumarem até à Biblioteca Almeida Garret (Porto, Palácio de Cristal) e assistirem, a partir das 14h, ao arranque do Foot Film Fest no âmbito do Douro Film Harvest 2011.

 

É grátis e serve para carpir mágoas para a falta de “paciência” com certos Domingos, eheheheh.

por Ricardo Vicente

 

Muito bem!

por Luís Naves

"This isn't a country for glory, Owen".
"I'll take my risks. I always have".

 

Também estarei aqui.

por Rodrigo Saraiva
Sábado, 27 de Agosto de 2011
por Luís Menezes Leitão

A notícia de hoje sobre a espionagem a um jornalista do Público confirma o que há muito penso sobre os serviços de informação: que funcionam completamente em roda livre, sem uma fiscalização minimamente eficaz, a qual é absolutamente imprescindível num Estado de Direito. A infeliz resposta do Governo sobre este assunto só vai agravar a insegurança dos cidadãos nesta matéria. Depois de os lesados terem pedido a intervenção do Ministério Público, e de a Comissão Nacional de Protecção de Dados ter aberto um inquérito à divulgação de dados de telemóvel, o Governo limita-se a anunciar um novo inquérito interno dos serviços, ao mesmo tempo que se recusa a enviar ao Parlamento os resultados do anterior, alegando segredo de Estado. Parece assim que só o Parlamento é que vai ficar à margem da investigação que os outros órgãos do Estado vão fazer aos serviços. Mas então há uma questão que se impõe: não é o Parlamento o responsável pela nomeação dos órgãos de fiscalização desses serviços? Estão os responsáveis parlamentares satisfeitos com o trabalho desses órgãos de fiscalização? Ou será que essa matéria também é segredo de Estado?

O autor de Blasfémias Rui a. acha triste a minha mentalidade, parcialmente responsável pela pobreza do País.

Na blogosfera portuguesa corre uma tese que atribui aos empresários nacionais qualidades acima do vulgar. São geralmente os mesmos autores que lamentam a forma como a economia portuguesa se tornou dependente do Estado. O blogue Blasfémias está na vanguarda de uma corrente de opinião liberal que atribui grande parte dos problemas portugueses ao excesso de intervenção estatal. No entanto, de vez em quando, escreve-se no mesmo blogue que os empresários portugueses são uma maravilha.

 

Se Rui a. quer ser coerente, terá de admitir que os empresários nacionais têm beneficiado de elevados padrões de subsídio-dependência. Por exemplo, dependência dos subsídios europeus. Estará o autor disposto a reduzir de forma drástica as ajudas de Estado de que as empresas têm beneficiado?

Os empresários portugueses não beneficaram apenas de subsídios pagos com dinheiro do contribuinte. Tiveram acesso a poder político, o que se traduziu em contratos de Estado, negócios com empresas do Estado, etc. Quando numa economia, o Estado controla metade, é óbvio que apenas as muito pequenas empresas podem viver sem ele. Tudo isto gera lucros e enriquece os proprietários.

Por outro lado, nos sacrifícios, os empresários já parecem ser dispensáveis. O raciocínio é o seguinte: não sei o que é um rico, não disponho aqui de uma definição exacta, logo, dispenso-o de uma taxa adicional sobre os seus rendimentos. Depois, são enumerados vários argumentos técnicos muito sensatos.

Como afirmei no post anterior, isto é uma injustiça política. A teoria é bonita, mas pouco prática. Não é possível continuar a pedir mais sacrifícios aos portugueses, sem os pedir a todos os portugueses, nomeadamente aos que podem pagar. E também é evidente que os ricos têm de pagar mais do que os pobres, pois muitos destes já estão no limiar da fome.

Querem a TSU mais baixa? Então participem.

Querem subsídios? Então, participem no esforço. Por exemplo, não compreendo como pode haver subsídios europeus e nacionais para grupos que abusam dos off-shore. Mas essa é outra conversa.

 

O buraco nas contas públicas terá de ser pago, e não é com receitas extraordinárias. O ajustamento do próximo ano será bem mais difícil do que estava previsto no memorando da troika, pois os 1,8 mil milhões de euros de défice adicional passam para o ano seguinte e só serão cobertos este ano por receitas extraordinárias que penalizam fortemente a classe média. Chama-se a isto empurrar com a barriga, cortesia do anterior governo socialista (socialistas que agora sacodem olimpicamente a água do capote).

O que me espanta é o facto de parte da direita também não ter percebido a dimensão do problema e continuar a defender teses como a de Rui a. Taxar os ricos só vai dar 100 milhões? Dá 200? Pois, faça-se na mesma, e por razões de equidade ou simbólicas ou o que queiram. Desta vez, não serão apenas os do costume a pagar, aqueles que não podem fintar o fisco e que têm mostrado grande bom senso em aceitar os sacrifícios que nos são impostos pela ajuda externa.

Bom senso que os ricos parecem achar dispensável, quando lhes toca a vez.

Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011

Não se trata de querer acabar com eles, como se escreve aqui. Há certamente argumentos técnicos impecáveis para zurzir na ideia de taxar os ricos. Mas esta é uma questão política. Se eu faço sacrifícios, se a classe média está a fazer sacrifícios, se os mais pobres estão a fazer sacrifícios, não posso compreender a razão dos milionários ficarem fora do aperto de cinto. Ah, claro, faltava esta: não se sabe o que é um rico. Depois de passar a vontade de rir, julgo ser adequado dizer que um rico é uma pessoa com dinheiro e que tem mil maneiras legais de fugir ao pagamento de impostos, não dando o mesmo contributo que um pobre para os sacrifícios que temos de fazer.

Já estou a ouvir o argumento seguinte: pois é, se agora foge, no futuro ainda vai fugir mais. Mas isto não é uma questão técnica, é política. Cabe-nos condenar o raciocínio da boleia social. Não podemos respeitar empresários cujo único talento é o de saberem esmifrar o trabalho e depois evadirem o pagamento da sua parte justa. Não admira, pois, que Portugal seja um país desigual e, portanto, mais pobre do que podia ser.

 

Nos últimos anos, o cidadão comum perdeu entre 10% e 20% do seu rendimento real, tendo em conta inflação, estagnação de salários, desemprego de uma parte, os aumentos de impostos. Mas as festas dos ricos continuam esplendorosas e ostentatórias. Se eu empobreci 10% desde o início desta crise, ou talvez mais, não percebo a razão para os milionários não poderem fazer um ajustamento na mesma proporção (não estou a falar das perdas virtuais em bolsa). E sou favorável a uma taxa Tobin que ajude a financiar ou aumente o orçamento da União Europeia.

Arranje-se maneira de aplicar um imposto que abranja património, acções, carros e vivendas. Salários milionários ou lucros pessoais em bolsa. Os milionários alemães e suecos pagam impostos em taxas elevadas e estes países são bastante igualitários, com elevada qualidade de vida para todos.

Portugal é um dos países europeus com maiores diferenças de rendimento e os argumentos da blogosfera do centro-direita ou da liberal mais dogmática não são compreensíveis. Que eles vão fugir com o dinheiro para as ilhas Caimão (mas levam o palacete e o Rolls?), que ficam sem incentivo para criar novas maneiras de fazer dinheiro, que isto é tudo populismo do tempo da dona carlota joaquina. Tadinhos dos milionários, tão sacrificados! Aumento de impostos, que escândalo!

Os exemplos citados podem ser comoventes, mas não convencem nenhum dos suspeitos do costume, aqueles que pagam a factura desta crise, os que pagaram as crises anteriores, os que pagarão as do futuro, sempre os mesmos.

Aos autores que ainda não compreenderam a natureza desta discussão, faço o seguinte apelo: saiam das torres de marfim, por favor.

Como seria?

por Rodrigo Saraiva

Nos últimos dias tem sido demasiado notória a estratégia de certa blogosfera dita de esquerda (alguém lhes chamou, e bem, viúvas de sócrates) em tentar condicionar pessoas que aceitaram o desafio de apoiar politica e tecnicamente membros do governo. E, também, em tentar condicionar os governantes.

A cada nomeação que é conhecida logo passam a tentar enlamear o nome das pessoas.

Nos últimos dias, quais cães agarrados a um osso, decidiram atacar a honorabilidade do António Figueira. Já antes o tinham feito a outras pessoas.

Ofendem sem pejo e fazem de caixa de repercussão do que é lançado por um blog onde alguns se escondem na capa do anonimato.

Os últimos dias não têm sido de baixo nível, têm sido de demonstrações do recalcamento e maus fígados que norteiam algumas cabecinhas. Têm sido um nojo.

Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011
por Ricardo Vicente

Se o governo se limita ao que acordou com a tróica e com o PS será completamente impossível não incorrer num "evento de crédito", i.e., incumprimento, default, etc. no curto prazo.

 

Por outro lado, só o que a tróica exige é pouco para prevenir um embaraço idêntico no futuro. O stock de dívida deve ser suficientemente baixo para que, em caso de crise, seja possível aumentar o endividamento sem que com isso se coloque em causa a sustentabilidade dinâmica das contas públicas. Esta é a lição que António Guterres, George W. Bush e outros não aceitaram.

 

Finalmente, ir para além do acordo da tróica significa alterar as estruturas económicas do país para que este possa finalmente crescer.

 

É assim tão difícil de compreender?

Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011
por Fernando Moreira de Sá

A Fórmula 1 nunca mais foi a mesma depois do seu trágico desaparecimento. E quem escreve estas linhas era um fã de Prost. Agora, um dos documentários mais badalados dos últimos anos terá a sua primeira apresentação em Portugal no Douro, mais precisamente, na praia do Pinhão no âmbito do excelente Douro Film Harvest.

 

Recordando a trajectória de um grande nome do desporto brasileiro e da Fórmula 1 mundial, o DFH exibe em estreia nacional o documentário “Senna”, na secção Moon Harvest. O filme, realizado numa parceria britânica-brasileira, é já indicado como forte candidato a Óscar de Melhor Documentário do próximo ano. “Senna” é dirigido por Asif Kapadia e vai ser projectado na praia do Pinhão, às 22h30 de 9 Setembro, com entrada gratuita.

 

Eu vou já começar a marcar o meu lugar na fila da frente e levo comigo um belo Kopke para aquecer que as noites no Douro, mesmo em Setembro, são fescas. Se são :)

 

Quem estiver interessado em acompanhar a edição deste ano do Douro Filme Harvest é estar atento ao face e twitter do evento. Eles prometem colocar por lá tudo e mais alguma coisa.

 

 

por Afonso Azevedo Neves

keep calm and expecto patronum

por Luís Menezes Leitão

 

Enquanto a França anuncia um imposto extraordinário de 3% a ser pago unicamente pelos contribuintes que ganham rendimentos acima de 500000 euros, e a aplicar só em 2012, Portugal já demonstrou que é possível ir muito mais longe. O imposto extraordinário cá é de 3,5%, a ele só escapam os indigentes e os rendimentos de capitais, é aplicado já aos rendimentos de 2011 e será pago em grande parte ainda no fim deste ano. Aqui temos um exemplo típico do entendimento que em Portugal se tem da equidade fiscal. Como é que a França não se lembrou disto para assegurar um orçamento ainda mais equilibrado já em 2011?

Enquanto mais de metade dos meus últimos posts têm sido sobre a necessidade de realizar quanto antes uma reestruturação parcial não só da dívida grega mas também da irlandesa e da portuguesa, em vez de se esperar pelas eleições na França e na Alemanha - já Nouriel Roubini lança para cima da mesa o cenário da reestruturação espanhola e italiana.

Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011
por Fernando Moreira de Sá

Eu tinha prometido a mim mesmo (como gosto desta expressão tão popular) que me abstinha de escrever sobre alguns espasmos/orgasmos de alguns bloggers sobre determinadas escolhas deste governo. Era uma questão de saúde pública.

 

Confesso o pecado, terei de quebrar essa promessa. Nenhum dos visados pelas virgens ofendidas precisa que eu venha a terreiro fazer a sua defesa. São todos maiores, vacinados e com provas dadas nas suas profissões. Mas, que raio, quem ataca assim amigos e companheiros meus, não pode contar com o meu silêncio. Quem não se sente…

 

Quando vi os ataques de que foi alvo o ANL fiquei sem palavras. Então, o António Nogueira Leite com semelhante currículo e experiência não pode ser escolhido para Vice da CGD? Como? Será que estas virgens ofendidas querem comparar o ANL com o famigerado Vara? Onde estavam elas quando Armando Vara e outros que tais, como o famoso Rui Pedro Soares da PT, foram nomeados? Querem comparar? Estão a brincar, não?

 

Depois, foram os ataques às escolhas de Miguel Relvas para seus assessores. Escolheu Miguel Relvas homens do aparelho partidário? Nomeou conhecidos “aparelhistas”? Não. O crime de Miguel Relvas foi ter escolhido assessores e adjuntos não filiados no PSD e no CDS. Alguém criticou a experiência profissional dos assessores e adjuntos? Alguém os considerou, profissionalmente, más escolhas? Também não. O crime é apenas um: serem bloggers. Estão a brincar, não?

 

A última saga desta novela esquizofrénica de certa bloga é a escolha de António Figueira para o gabinete de Miguel Relvas. Reparem bem: o António Figueira trabalha há mais de 25 anos em comunicação institucional. Qual o crime? Ser blogger e, segundo os críticos, um radical de esquerda! Ora, imaginem se o António fosse militante do PSD. Estão a brincar, não?

 

Em todas estas escolhas existem três pontos comuns: todos são excelentes profissionais nas áreas em apreço; são todos (ou quase todos – ANL é militante do PSD) não militantes do PSD; são todos bloggers. Qual o verdadeiro problema que se lhes aponta pelos críticos? Serem bloggers. Estão a brincar, não?

 

O problema é que não estão a brincar, é mesmo assim. Muito portuguesinho, muito tuga (como detesto esta palavra): a eterna invejazinha, muito nossa, muito mesquinha. Quando o anterior governo e alguns anteriores governos (PS, PSD, PSD-CDS, PS-CDS) se fartaram de nomear “boys” como se não existisse amanhã, estas virgens ofendidas mergulharam num silêncio ensurdecedor.

 

Acordaram agora, quando o critério de escolha foi aquele que sempre defenderam em público mas não praticaram em privado: o mérito independentemente do cartão de militante. E que tal, por uma vez, uma só vez, se deixassem de merdas? Querem criticar? Então esperem pelos resultados das escolhas feitas. Depois, só depois, existe moral para criticar. Até lá, cheira a invejazinha bacoca. Foleira.

por António Figueira

O homem do punho de ferro sou eu: o Câmara Corporativa, dirigido pelo blogger mais esfíngico do país – o busybody Miguel Abrantes, desempregado mas sempre activo – acusa-me de, em simultâneo “dirigir com mão de ferro o radical 5dias” e ter-me tornado um boy do PSD. A poucas semanas de cumprir 50 Primaveras, acho a coisa simpática, mas temo que não seja muito rigorosa: trabalho em comunicação institucional há mais de 25 anos, no público e no privado, em Portugal e no estrangeiro, entre muitas outras coisas já fui assessor de imprensa de um membro do governo PS, agora convidaram-me para trabalhar no gabinete de um membro do governo que é do PSD e eu aceitei: ninguém me exigiu que eu me filiasse em partido nenhum, eu também não prometi nada que não fosse profissionalismo. Ah, e pagam-me por trabalhar, é um facto, mas espero que o Abrantes não se zangue por eu não trabalhar à borla.

 

PS: À Nandita: o Tó pede-me para te dizer que há um estilo xunga da blogosfera (e não só) a que ele faz questão de não descer. So sorry.

por Fernando Moreira de Sá

O Conselho de Opinião da RTP nunca mencionou ou abordou o assunto Mário Crespo nos seus encontros, garante Manuel Coelho da Silva, presidente do organismo.

 


 


 

Tanto barulho e afinal...

A RTP ainda não foi privatizada e já estalou uma verdadeira guerra "vale tudo" entre os diferentes grupos de comunicação social. Primeiro foram as capas com o SIS, agora com Crespo.

por Rodrigo Saraiva

Na semana passada, na sua habitual coluna no Expresso, Daniel Oliveira resolveu disparar contra a Administração da Jerónimo Martins, mais exactamente no que diz respeito ao Pingo Doce. Fê-lo com a habitual inimputabilidade opinativa que grassa em muitos colunistas. Posso discordar do que escreveu, perfeitamente normal, e entender que está no direito à liberdade de expressão. Uma liberdade tão aclamada e glorificada por muitos, como se esta liberdade não tivesse consequências.

 

Na edição desta semana do mesmo jornal, na secção de cartas, é publicado um direito de resposta de Pedro Soares dos Santos, Administrador da empresa visada. Mas se na semana anterior o buzz tinha sido mínimo, desta feita o artigo fez mossa à esquerda, até em alguns desavindos bloquistas, e todos bradaram nas redes sociais e blogosfera o seu incómodo com a prosa do empresário. Quer pelas considerações que teceu sobre o dianteiro colunista, como pelo facto de terminar a carta a dizer algo tão óbvio como que em Democracia existe um lugar natural para aferir dos afagos escritos, o tribunal.

 

Eu gostei mais da carta de Pedro Soares dos Santos. Mas acho normal que outros tenham preferido o artigo de Daniel Oliveira.

 

O que não acho normal é que haja uma turba que entenda que a tal Liberdade de Expressão sirva para tudo e sem consequências.

 

Afinal, o artigo e a carta, não é isto uma sociedade e um estado democrático, laico ou não, a funcionar?

"Neste momento nenhum outro governo faria melhor e não digo isto por ser do PSD"

 

Marcelo Rebelo de Sousa, no seu habitual comentário na TVI

 

Fazendo a avaliação do desempenho do Executivo de Passos Coelho nos dois últimos meses, desde que tomou posse, Marcelo frisou, como pontos positivos, o facto de o Governo ter feito "tudo o que era preciso fazer para não dar argumentos à troika para Portugal não receber o dinheiro". "Cumpriu praticamente ponto por ponto o que era necessário até agora", sustentou, indicando também o "capital de honestidade e determinação do primeiro-ministro".

 

 

Domingo, 21 de Agosto de 2011

 

Hermann Van Rompuy, até agora Presidente do Conselho Europeu, mas ao que parece já nas suas novas funções de Chefe do "Governo Económico Europeu" para que foi designado na cimeira Merkel-Sarkozy, pronuncia-se contra os Eurobonds. Tal não constitui propriamente novidade, uma vez que, como já aqui escrevi, fiquei absolutamente convencido de que a Alemanha nunca os aceitará. A novidade, no entanto, é que, sendo os Eurobonds defendidos por tantos países europeus, não deixa de ser curioso que alguém no centro de um órgão comunitário, onde deveria ter independência das posições dos Estados-Membros, venha afinal ter um alinhamento tão grande com a posição da Alemanha. Tal demonstra, para quem ainda tivesse dúvidas, que o "Governo Económico Europeu" será de facto dirigido por Angela Merkel e Van Rompuy se limitará a executar as suas determinações. E de facto nestas declarações de ontem o que se ouviu foi his master's voice.

por Fernando Moreira de Sá

O futebol nunca foi o forte do 31 da Armada.

 

Um abraço.

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